Resolvem problemas diferentes, e o preço mostra isso. n8n e Make cobram para rodar a automação, por execução ou por crédito, todo mês, para sempre. O Claude Code cobra para construir: você paga a assinatura enquanto monta e depois hospeda o resultado por conta própria.
Quem chega nessa dúvida normalmente já tem um problema concreto na mesa. Um pedido que precisa sair da caixa de entrada e virar linha na planilha. Um relatório que alguém monta na mão toda semana. E três abas abertas com três páginas de preço que não se comparam entre si.
Por que comparar os três quase sempre dá errado?
Porque a comparação junta duas coisas de naturezas diferentes: uma mensalidade e uma empreitada.
O n8n e o Make são plataformas que executam. Você desenha um fluxo na tela, ele fica hospedado lá, e a cobrança acompanha quantas vezes aquilo roda. Parou de pagar, parou de rodar.
O Claude Code é uma ferramenta de construção que funciona no terminal. Ele não fica rodando a sua automação — ele escreve o programa que faz aquilo, e esse programa passa a existir independente da assinatura.
Comparar os dois pelo preço da mensalidade é comparar o aluguel de uma van com o custo de mandar fazer um carrinho de entrega.
O que cada um cobra, na tabela oficial?
Valores das páginas oficiais, convertidos pela cotação de setembro de 2026 (US$ 1 = R$ 5,19; € 1 = R$ 6,01). Cartão internacional ainda soma IOF por cima.
| Ferramenta | Plano de entrada | Preço de tabela | Em real | O que o limite conta |
|---|---|---|---|---|
| Make | Free | US$ 0 | — | 1.000 créditos/mês |
| Make | Core | US$ 9/mês | ~R$ 47 | 10.000 créditos/mês |
| Make | Pro | US$ 16/mês | ~R$ 83 | 10.000 créditos + recursos de IA |
| n8n | Community (você hospeda) | US$ 0 | — | execuções ilimitadas |
| n8n | Starter (nuvem) | € 20/mês no anual | ~R$ 120 | 2.500 execuções/mês |
| n8n | Pro (nuvem) | € 50/mês no anual | ~R$ 301 | 10.000 execuções/mês |
| Claude Code | Pro | US$ 20/mês | ~R$ 104 | uso por sessão, sem contagem de execução |
| Claude Code | Max | a partir de US$ 100/mês | ~R$ 519 | 5x ou 20x o uso do Pro |
Duas armadilhas moram nessa tabela.
Crédito e execução são a mesma coisa?
Não são, e essa é a confusão que estoura orçamento no Make.
O n8n conta execução: uma rodada do fluxo inteiro é uma execução, tenha ela três passos ou trinta. O Make conta crédito, e cada passo do cenário consome um.
Na prática: um cenário de cinco passos que roda 2.000 vezes no mês gasta 2.000 execuções no n8n e 10.000 créditos no Make. É exatamente o teto do plano Core. O mesmo trabalho, contado de dois jeitos, com folga em um e no limite no outro.
Quanto isso vira em dois anos?
Esta é a conta que nenhuma das três páginas faz, porque nenhuma delas tem interesse em fazer. Cenário fixo: aquela automação de cinco passos rodando 2.000 vezes por mês.
| Caminho | O que se paga | 24 meses | Em real |
|---|---|---|---|
| Make Core | US$ 9/mês | US$ 216 | ~R$ 1.120 |
| n8n Cloud Starter | € 20/mês | € 480 | ~R$ 2.890 |
| n8n Community num servidor próprio | ~US$ 5/mês de servidor | US$ 120 | ~R$ 620 |
| Construir e parar de assinar | US$ 20 × 2 meses + servidor | US$ 150 | ~R$ 780 |
A última linha é a que muda a conversa. Ela assume que você assina o Claude Code durante os dois meses em que está montando a coisa, cancela depois, e o que foi construído continua rodando no seu servidor.
E o achado honesto da tabela não é o Claude Code: é o n8n Community. Software livre, execuções ilimitadas, custo igual ao do servidor onde você o colocar. Ele ganha de todo mundo em custo de operação — e quase nunca aparece nas comparações porque não tem vendedor.
Quando o n8n ou o Make é a escolha certa?
Quando o trabalho é ligar coisas que já existem.
Formulário que precisa cair na planilha. Pedido novo que precisa virar mensagem. Linha de planilha que precisa virar registro em outro sistema. Nesses casos a lógica é simples e o valor está nas conexões prontas, que são centenas e você não vai escrever na mão.
Vale ainda mais quando ninguém no negócio quer administrar servidor. A versão em nuvem existe justamente para isso: alguém cuida de manter aquilo de pé.
Regra prática: se você consegue desenhar o processo numa folha como uma sequência de caixinhas, provavelmente é caso de plataforma visual.
Quando compensa construir o seu?
Quando a lógica é o problema, e não a conexão.
Automação de plataforma visual sofre quando o processo tem muita regra própria: preço que varia por dez condições, texto que precisa ser redigido de forma diferente conforme o caso, decisão que depende de olhar um histórico inteiro antes de responder. Isso vira um emaranhado de caixinhas que ninguém mais consegue manter.
Compensa também quando o volume é alto. Cobrança por execução é boa no começo e ruim na escala — a conta cresce junto com o sucesso, e não existe teto.
E compensa quando a automação é o diferencial do negócio, não um encanamento interno. Nesse caso, alugá-la por mensalidade é alugar a própria vantagem.
E se eu não sei programar?
Não saber programar não elimina nenhum dos dois caminhos — e a resposta é desconfortável dos dois lados.
Plataforma visual é mais fácil de começar e mais difícil de consertar. Um cenário de quarenta caixinhas feito por outra pessoa é tão opaco quanto código — com o agravante de que não dá para pesquisar a mensagem de erro.
Construir com IA inverte isso: é mais difícil de começar e mais fácil de consertar, porque o resultado é um arquivo de texto que qualquer pessoa técnica lê, e que a própria ferramenta explica quando você pergunta.
O que decide não é saber programar. É ter alguém — você ou um terceiro — que vá olhar quando aquilo parar.
Qual é o custo que nenhuma das três páginas mostra?
O servidor e a vigilância.
As duas linhas mais baratas da conta de dois anos — n8n Community e “construir e parar de assinar” — têm o mesmo pressuposto escondido: existe uma máquina ligada em algum lugar, e alguém percebe quando ela cai.
Automação que quebra em silêncio é pior que automação que não existe, porque o negócio já parou de fazer aquilo na mão. É a mesma falha que aparece em atendimento automático e que detalhamos em o que dá errado quando um agente de IA atende no WhatsApp.
Some a isso a conta de IA, quando a automação usa modelo para redigir ou classificar. Ela é separada da assinatura e cresce com o uso — fizemos esse cálculo em quanto custa o agente de IA do WhatsApp Business por mês.
Como eu decido sem testar os três?
Três perguntas, nessa ordem:
- O processo cabe numa sequência de caixinhas? Se cabe, plataforma visual resolve e resolve rápido
- Quantas vezes por mês isso vai rodar daqui a um ano? Se a resposta cresce muito, cobrança por execução vira problema
- Quem olha quando parar? Se não existe essa pessoa, a nuvem paga vale o preço — você está comprando alguém para cuidar
Vale dizer o óbvio que os três lados omitem: não é escolha exclusiva. É bastante comum ligar as peças numa plataforma visual e construir só o pedaço de lógica que ela não dá conta.
Antes de decidir, confira também por onde os dados do cliente vão passar em cada caminho — o critério está em é seguro usar IA com os dados dos meus clientes.
Em resumo
n8n e Make cobram para manter sua automação rodando, e o preço acompanha o volume para sempre; o Claude Code cobra enquanto você constrói, e o que sai dali roda por conta do seu servidor. Para ligar sistemas que já existem, a plataforma visual ganha em velocidade — e o n8n Community hospedado por você é o caminho mais barato de operar, desde que exista quem cuide da máquina.
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